DII Brasil e Santa Catarina  Câmara Técnica pela execução da Política Nacional de Crohn e Retocolite

DII Brasil e Santa Catarina Câmara Técnica pela execução da Política Nacional de Crohn e Retocolite

Santa Catarina cria Câmara Técnica para organizar o atendimento de pacientes com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

No dia 10 de setembro, a DII Brasil esteve presente em uma importante reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC). O encontro contou com a participação de Patrícia Mendes, presidente da DII Brasil, além de representantes do Conselho Científico, do Comitê Jurídico da entidade, da Secretaria Estadual de Saúde e da sra. Rejane de Almeida, presidente da Associação local, a  DII Santa Catarina.

Essa agenda estratégica marca mais um passo fundamental na aplicação da  Lei 15.138/2025, que instituiu a Política Nacional de Assistência, Divulgação e Orientação às Pessoas com Doença Inflamatória Intestinal, uma luta da DII Brasil pela garantia de direitos das pessoas com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa em todo o país. Como resultado da reunião, ficou definida a criação de uma Câmara Técnica que terá como objetivo discutir e estruturar o fluxo de atendimento das pessoas que apresentam sintomas de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), desde o primeiro contato na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento adequado a especialistas, exames e tratamentos. 

Por que essa Câmara Técnica é tão importante?

Quando falamos de Doenças Inflamatórias Intestinais, estamos lidando com enfermidades crônicas que exigem diagnóstico rápido e  tratamento contínuo. No entanto, na prática,  as pessoas enfrentam um cenário de demora e falta de direcionamento adequado: chegam às Unidades Básicas de Saúde e, em vez de receberem a triagem correta, acabam tendo seus sintomas ignorados.

Com a Política Nacional de Assistência,  buscamos que os sintomas não sejam pormenorizados e que as pessoas consigam chegar o mais rápido possível ao diagnóstico,  aos centros de referência  e que recebam logo o tratamento adequado pelo SUS.  Por outro lado,  é preciso que os profissionais nas UBS sejam norteados para não encaminhar todo e qualquer caso de diarreia crônico à Atenção Especializada.  Esse fluxo, se for mal estruturado, pode sobrecarregar o sistema, atrasar os diagnósticos de quem realmente tem uma "DII"  e prejudicar  diretamente a qualidade de vida dos pacientes.  Por isso, a Câmara Técnica terá dois objetivos cruciais:

  1. Garantir o cumprimento da Política Nacional de Assistência, Divulgação e Orientação às Pessoas com Doença Inflamatória Intestinal (Lei 15.138/2025).
    Esta lei representa uma conquista histórica, mas sabemos que uma lei, sem fiscalização e acompanhamento, corre o risco de não sair do papel.

  2. Promover o correto treinamento das equipes de saúde.
    Com preparo adequado, evitamos encaminhamentos equivocados, preservamos a eficiência do sistema e, principalmente, asseguramos um cuidado mais humano e resolutivo para cada paciente.

Santa Catarina: exemplo de mobilização

A reunião na ALESC reforça a importância da mobilização em nível estadual. Cada estado brasileiro possui especificidades em sua rede de saúde, e o diálogo com as autoridades locais é essencial para transformar uma lei nacional em realidade concreta.

“Nosso compromisso é garantir que nenhum paciente fique sem atendimento adequado por falta de organização do sistema. Estamos trabalhando lado a lado com os gestores de saúde para estruturar uma linha de cuidados que realmente funcione para quem precisa”, afirma Patrícia Mendes, presidente da DII Brasil.

Próximos passos: Mato Grosso em pauta

O trabalho, no entanto, não para por aqui. Já no próximo dia 22 de setembro, a DII Brasil terá uma nova reunião, desta vez com a Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso. A expectativa é replicar a mesma proposta de criação de uma Câmara Técnica, adaptada às necessidades locais.

Essa agenda faz parte de uma estratégia nacional: acompanhar de perto a aplicação da lei em cada estado do Brasil, garantindo que a Política Nacional para pessoas com DII seja uma realidade, e não apenas um texto no papel.

O papel dos doadores na conquista desses avanços

Por trás de cada reunião, cada avanço e cada conquista, existe um detalhe que não pode ser esquecido: o apoio dos doadores da DII Brasil.

É graças a cada contribuição — seja ela pequena ou grande — que conseguimos manter nossa atuação em todo o país, viajando, reunindo, articulando e acompanhando de perto a implementação da lei.

“A somatória de todos os pequenos gestos é o que nos permite alcançar resultados rápidos e concretos. Nossos doadores são parte essencial dessa história”, reforça a presidência da entidade.

Se você também acredita na importância desse trabalho, pode fazer parte dessa rede de apoio. Basta acessar o link www.diibrasil.apoiar.co/2 e se tornar um doador mensal. Juntos, podemos garantir que milhares de brasileiros tenham acesso digno ao diagnóstico e ao tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais.

Gratidão e reconhecimento

A DII Brasil agradece à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Santa Catarina pela abertura ao diálogo, à Secretaria de Estado de Saúde por sua participação e a todos os envolvidos que acreditam na força do trabalho coletivo.

O futuro das políticas públicas para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa está sendo construído passo a passo, e cada conquista reforça nossa certeza: unidos, somos sempre mais fortes.

Fotos por Bruno Collaço, da Agência AL.