Reunião com o Ministério da Saúde reforça urgência de avanços nas políticas para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa
No dia 17 de setembro de 2025, a DII Brasil esteve reunida com representantes do Ministério da Saúde em um encontro que marcou um passo importante na luta pelos direitos das pessoas que convivem com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. A reunião, coordenada pelo assessor técnico da Coordenação de Participação Social e Diversidade, Wanklykon Moura Coelho, reuniu profissionais do governo e lideranças da nossa associação em torno de pautas urgentes e estruturantes para o cuidado em Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).
Os pontos discutidos
Três temas centrais guiaram a conversa:
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A urgente atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Crohn, que permanece sem revisão desde 2017, gerando impacto direto na qualidade do tratamento oferecido pelo SUS.
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A regulamentação dos centros de infusão para infliximabe, medicamento fundamental para muitos pacientes e que ainda enfrenta barreiras práticas de acesso e padronização no país.
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A criação de um fluxo de atendimento para efetivar a Política Nacional de Assistência, Divulgação e Orientação às Pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais, estabelecida pela Lei 15.138/2025. Esta lei representa uma conquista histórica mas, sem regulamentação e diretrizes claras, corre o risco de não sair do papel quando entrar em vigor em novembro deste ano.
Participação qualificada
Estiveram presentes, pelo Ministério da Saúde, profissionais de áreas estratégicas:
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Klebya Hellen Dantas de Oliveira, colaboradora técnica da Coordenação-Geral de Gestão de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde, vinculada à CONITEC.
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Lydia Márcia de Melo França, especialista em análise de processos, formulação de linhas de cuidado e diretrizes em saúde.
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Jonathan David Amaral Fernandes, representante da Coordenação de Doenças Crônicas, com foco em Retocolite Ulcerativa.
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Jessica Resende Aguiar, da Coordenação de Doenças Raras.
Representando a DII Brasil, participaram:
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Patrícia Mendes, Diretoria Executiva
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Cora Sanches, Diretoria Executiva
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Dra. Flávia de Méllo, Comitê Jurídico
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Alessandra Macedo, Conselho Científico
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Socorro Frazão, Comitê de Serviço Social
A diversidade dos participantes reforçou a relevância e a abrangência das discussões, contemplando aspectos clínicos, sociais, jurídicos e de gestão.
Avanços imediatos
Um dos principais resultados do encontro foi a inclusão da atualização do PCDT da Doença de Crohn na pauta da CONITEC já no dia 24 de setembro de 2025. Essa movimentação representa um avanço significativo, pois sinaliza que o governo reconhece a urgência do tema.
O PCDT é um documento essencial para padronizar diagnósticos, tratamentos e protocolos de cuidado. Sua atualização é vital para garantir que as pessoas com Crohn tenham acesso às terapias mais modernas e eficazes, evitando atrasos que podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes.
Os próximos passos
Lidamos ainda com outros desafios urgentes e importantes a serem superados. A regulamentação dos centros de infusão para infliximabe precisa ser prioridade. Muitos pacientes enfrentam dificuldades para acessar o medicamento devido à falta de organização e estrutura adequada nos serviços de saúde. A padronização desses centros é um passo indispensável para assegurar equidade no tratamento.
Outro ponto central é a criação de um fluxo claro e nacional para a implementação da Política Nacional de Atenção às Pessoas com DII. A Lei 15.138/2025 é fruto de anos de mobilização e simboliza uma vitória coletiva. No entanto, sem um plano de ação robusto, com metas e prazos definidos, seu impacto será limitado. A partir de novembro, quando a lei entrar em vigor, a DII Brasil acompanhará de perto o processo para garantir que a política se traduza em realidade para milhares de brasileiros.
A força da participação social
A reunião reforçou a importância da participação social no processo de construção de políticas públicas. Ao trazer a voz dos pacientes para a mesa de negociação, a DII Brasil cumpre sua missão de ser ponte entre a sociedade civil e o poder público. Essa articulação é o que garante que as políticas de saúde não sejam apenas documentos, mas instrumentos vivos que transformam realidades.
Compromisso com o futuro
Em 2025, ano em que completamos 10 anos de trajetória, a DII Brasil reafirma seu compromisso em lutar por avanços concretos para quem convive com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. Estar ao lado do Ministério da Saúde nesse diálogo é mais uma prova de que nossa história é feita de mobilização, de conquistas e de vigilância permanente.
Seguiremos acompanhando cada desdobramento, cobrando soluções, apresentando propostas e garantindo que a paixão pela causa continue sendo o combustível da nossa caminhada.
